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Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix

Phoenix - Wolfgang Amadeus PhoenixWolfgang Amadeus Phoenix, o quarto trabalho dos franceses do Phoenix, é um disco pop de primeira. Não desses descartáveis, mas sofisticado. Percebe-se isso nas homenagens a músicos clássicos como Franz Liszt e Mozart.

A primeira faixa, “Lisztomania”, carrega elementos essencias das canções do grupo: pegada intensa, letras grudentas (“think less but see it grow / like a riot, like a riot, oh … from a mess to the masses”) e com clima para cima para dançar. Em “1901″ e “Armistice” namoram os anos 80 com seus sintetizadores uivantes e teclados inspirados, enquanto “Fences” retrocede à década de 70 com leves passos da disco music.

A sinfonia eletro de “Love Like a Sunset” agrega valor ao trabalho influenciado em grandes nomes da música erudita. Mas, é em “Rome” que os rapazes encontram uma perfeição variante de todos os ingredientes do álbum, numa produção caprichada e de refrão viscoso.

Phoenix

Recheado de singles com potencial, Wolfgang Amadeus Phoenix mantém o nome desses garotos classudos intacto no concorrido (atual) cenário pop francês.

Dicas de download: “Lisztomania” (vídeo), “Rome” (MP3) e “1901″

Röyksopp – Junior

Röyksopp - JuniorJunior é o disco mais acessível dos noruegueses Svein Berge e Torbjørn Brundtland, os nomes por trás do Röyksopp. O trabalho origina um espetáculo pop eletrônico sofisticado para funcionar nas pistas de dança, exalando energia a cada batida, além de pacificar os ânimos com suas melodias mais tranquilas (“Silver Cruiser”).

Com dois álbuns celebrados pela crítica – Melody AM e The Understanding -, em Junior o duo encontra harmonia e êxito na lista de convidadas especiais. Cantoras como Robyn (“The Girl and the Robot”), Lykke Li (“Miss It So Much”), Karin- The Knife e Fever Ray – Dreijer Andersson (“This Must Be It” e “Tricky Tricky”) e Anneli Drecker (“True to Life” e “You Don’t Have a Clue”), parceira dos primeiros trabalhos dos músicos, transcendem o material.

O single “Happy Up Here” molda sua melodia em artifícios do Air em noite de distração, “The Girl and the Robot” saltita com trejeitos de “Hung Up” (de Madonna), “Miss It So Much” é pura ternura na voz de Lykke Li e “Röyksopp Forever” é uma peça clássica com suas cordas aliadas às inserções eletrônicas da faixa.

Diferente dos trabalhos anteriores da dupla, Junior encanta justamente por ser mais fácil e direto. Um bom disco de música eletrônica para começar o ano.

Dicas de download: “The Girl and the Robot” (MP3), “Miss It So Much” e “This Must Be It”

O Casamento de Rachel

O Casamento de Rachel

Em O Casamento de Rachel, a atriz Anne Hathaway tem a oportunidade de se livrar de personagens ordinários e entregar uma das melhores performances do ano como a problemática Kym. Na história, a garota sai da reabilitação para participar dos preparativos do casamento de sua irmã Rachel (interpretada apropriadamente por Rosemarie DeWitt) e reviver um passado que a condena.

O filme é uma panela de pressão aquecida por emoções familiares, um contraste de alegrias comuns e tristezas silenciadas, prestes a explodir a qualquer minuto de projeção. A maneira que seus personagens se machucam verbalmente é de uma crueldade tão intensa que impossibilita o seu espectador a escolher o que e quem está certo ou errado em seus discursos.

O filme apresenta pequenos deslizes, como o foco desnecessário em tomadas arrastadas da festa, mas que não atrapalham o seu desempenho como um todo. São as atuações e o roteiro revelador do longa que transformam O Casamento de Rachel numa peça familiar tão comum e complexa diante de nossos olhos.

Curiosidade: o personagem Sidney é interpretado por Tunde Adebimpe, vocalista da banda TV on the Radio.

O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married, EUA, 2007)
Direção: Jonathan Demme
Com: Anne Hathaway, Rosemarie DeWitt, Mather Zickel, Bill Irwin, Debra Winger, Tunde Adebimpe. 112 min.

Foi Apenas Um Sonho

Apenas Um Sonho

Em Foi Apenas Um Sonho, o diretor Sam Mendes (de Beleza Americana) volta a trabalhar com o seu olhar único do subúrbio, tendo como base a obra de Richard Yates. O reencontro do casal de Titanic, Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, traz os atores em um patamar além da atuação de doze anos atrás – sem necessidade de comparações.

Aqui, formam um jovem casal que adia projetos pessoais para juntos formarem uma família. Com o passar dos anos, os sonhos e ideais almejados sofrem com o rumo de suas vidas. Com o cotidiano transformando-se em inimigo e o amor em incerteza, Mendes toma posto para ferir seu espectador.

Os diálogos e troca de farpas entre os protagonistas são de uma potência incômoda e cruéis. Enquanto que a trilha sonora de Thomas Newman é um coadjuvante necessário, dando ar melancólico e de esperança com seus arranjos guiados por simples e repetidas notas ao piano.

O grande trunfo do filme é a possibilidade de identificação e reflexão de seu espectador. Digo isso, pois esse não era o típico filme para eu assistir. Pelo menos não agora.

Foi Apenas Um Sonho (Revolutionary Road, EUA, 2008)
Direção: Sam Mendes
Com: Kate Winslet, Leonardo DiCaprio, Kathy Bates, Michael Shannon, David Harbour. 119 min.

A Troca

A Troca

Em seus últimos filmes, Clint Eastwood – o diretor – trabalhou com temas de cunho histórico para seduzir seus espectadores. Depois de apresentar seu olhar sobre a Segunda Guerra Mundial, em A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima – utiliza a Los Angeles da década de 20 como pano de fundo neste drama.

Baseado em caso real, A Troca traz a história de Christine Collins (Angelina Jolie), uma mãe solteira em busca de seu filho desaparecido. Num plano arquitetado pela polícia corrupta de Los Angeles em busca de prestígio, o detetive local convence um garoto a se passar por Walter Collins. Logo, a mãe alega que aquele não é seu filho e é apontada como psicologicamente alterada após a volta do garoto.

Se Angelina entrega-se ao papel de forma sublime, contrastando inquietude e repressão, cabe a Eastwood driblar os clichês com sua direção segura e bem arquitetada num roteiro com excessos de justificativas e delongas. Ainda dá para destacar o excelente elenco de apoio – que inclui os competentes John Malkovich, Amy Ryan e Jeffrey Donovan -, a reconstituição de época caprichada e a trilha sonora, assinada pelo próprio diretor.

No entanto, se alguém merece ser aplaudido de pé, levantem-se para o esforço e talento de Angelina Jolie.

A Troca (Changeling, EUA, 2008)
Direção: Clint Eastwood
Com: Angelina Jolie, John Malkovich, Jeffrey Donovan, Amy Ryan, Devon Conti, Colm Feore. 141 min.

Lipstick Jungle – Primeira Temporada

Lipstick Jungle - Primeira Temporada

Verdade seja dita. Lipstick Jungle (ou Selva de Batom, no Brasil) é prima pobre e sem classe de Sex and the City. Baseada em livro de Candice Bushnell, autora das aventuras de Carrie e companhia, a série acompanha três mulheres bem-sucedidas de Nova Iorque, lidando com suas dificuldades pessoais e profissionais.

Brooke Shields – atrolhada de botox ao ponto de lhe faltar expressão – é Wendy Healy, uma executiva que concilia a carreira com a família. Kim Raver é Nico, uma editora de moda dividida entre o casamente estável e o amante mais jovem (Robert Buckley). Para fechar o ciclo temos Lindsay Price como Victory, uma designer que encontra o amor (im)possível em um bilionário (Andrew McCarthy, um clone de Mr. Big), mas banca a Carrie – dificultando o que é simples – quando o assunto é relacionamento.

Um dos problemas da série é a falta perceptível de intimidade entre o elenco feminino. A tarefa de “atriz” fica exclusivamente nas costas de Kim Raver, além de sobrar ao galã Robert Buckey – sempre descamisado e com uma toalha amarrada na cintura – fazer com que o público feminino mantenha-se fiel ao seu abdômen e, consequentemente, ao drama.

Sem as marcas de bolsas e sapatos, objetos de desejo da mulherada, e de um relacionamento mais vivo do grupo de amigas, Lipstick Jungle sobrevive exclusivamente de histórias de mulherzinhas. Mulherzinhas medíocres, com vídas medíocres, com problemas medíocres, em bairros medíocres e amantes… no mínimo, interessantes.

Queime Depois de Ler

Queime Depois de Ler

Após o Oscar conquistado com Onde os Fracos Não Têm Vez, os irmãos Coen voltam com a temática que os consagraram: o humor negro. Com um elenco hollywodiano competente, Queime Depois de Ler é uma comédia irônica afiada, sensível e, como de praxe, imprevisível.

Os atores revelam-se extremamente confortáveis com os exageros particulares de seus personagens. A dupla Brad Pitt e Frances McDormand, como os funcionários de uma academia de ginástica, destacam-se de maneira espetacular. O fato da atriz saber como trabalhar com a dupla de diretores, após todos esses anos, facilita bastante.

No roteiro do thiller cômico, equilibram sarcasmo com a melancolia existencial dos personagens. A história do ex-agente da CIA (John Malkovich) que após escrever suas memórias confidenciais perde o material para uma dupla de chantagistas (Pitt e McDormand) é o mote para propagar a proposta humana do filme – evidente na relação do canastrão George Clooney e Frances McDormand (mais uma vez destacando-se).

Os Coen sabem trabalhar com um humor inteligente, extraindo diálogos elaborados da vida miserável de seus personagens. Por isso, Queime Depois de Ler é algo tão agradável. É mais uma comédia rara no cinema e no currículo dos irmãos.

Queime Depois de Ler (Burn After Reading, EUA, 2008)
Direção: Joel Coen e Ethan Coen
Com: George Clooney, Frances McDormand, John Malkovich, Tilda Swinton, Brad Pitt, Richard Jenkins. 96 min.

Marnie Stern – This Is It & I Am It & You Are It & So Is That & He Is It & She Is It & It Is It & That Is That

Marnie Stern - This Is It & I Am It & You Are It & So Is That & He Is It & She Is It & It Is It & That Is ThatThis Is It & I Am It & You Are It & So Is That & He Is It & She Is It & It Is It & That Is That, de Marnie Stern, é de uma sonoridade impaciente do início ao fim. Dos riffs de guitarra extremamente poluídos e furiosos, a garota – influenciada por Sleater-Kinney – destila melodias eficientes e empolgantes.

O álbum toma fôlego com a artista rimando ao som de uma percussão discreta nos primeiros minutos da faixa de abertura (“Prime”), mas não demora muito para indicar para o que veio. O trabalho segue num rock surrado e virtuoso, extraído de guitarras nervosas e violentas, encontrando equilíbrio no vocal (inocentemente brutal) de Stern.

Em “Transformer”, diante da cacofonia melódica dos ecos da guitarra e da agilidade da bateria, Marnie canta em alto e bom som “How can I be all these things to you?” (Como eu posso ser todas essas coisas para você?) diante da avalanche de sons que encara. Há momentos como “Ruler” e “Shea Stadium” em que a agressividade nivela-se à facilidade da música pop.

This Is It & I Am It & You Are It & So Is That & He Is It & She Is It & It Is It & That Is That é música iminente, procurando roubar todo o ar necessário do ambiente e colocar qualquer espírito roqueiro esquecido para funcionar.

Dicas de download: “The Crippled Jazzer”, “Transformer” (MP3) e “Ruler” (vídeo)

Hauschka – Ferndorf

Hauschka - FerndorfÉ difícil recomendar um disco que não se guia por palavras e exemplifica os temas de suas composições. Assim, não sei como convencer alguém a escutar o álbum Ferndorf.

Tudo é muito subjetivo na obra de Hauschka, codinome do pianista e compositor alemão Volker Bertelmann. Suas melodias intensas, que têm o piano como personagem principal, causam uma explosão de sentimentos (distintos e pessoais) em cada ouvinte.

Particularmente, indicaria o disco aos admiradores da obra de Yann Tiersen. Aqui, a autenticidade está na forma que Hauschka extrai sons dos instrumentos – nem que para isso seja necessário desmontá-los e recriá-los de sua maneira.

Dos acordes e cordas oscilantes de “Blue Bycicle” ao desfecho romântico de “Weeks of Rain” ao piano, o álbum busca influência na música folk como se estivesse sendo regido por Chopin sob o efeito do álcool. E assim, Ferndorf se transforma numa espécie de montanha russa de emoções – resta querer se aventurar.

Dicas de download: “Blue Bicycle”, “Freibad” (MP3) e “Heimat”

[REC]

[REC]

É admirável quando um filme de terror faz escola com produções do século passado e ainda encontra singularidades. No terror espanhol [REC] acompanhamos o trabalho de uma jornalista (a convincente Manuela Velasco) e seu operador de câmera, enquanto documentam o dia-a-dia de uma unidade do Corpo de Bombeiros. Durante uma ação de resgate num prédio, o grupo testemunha uma grande escala de tensão e violência. E aí, quanto menos se sabe, melhor.

Gravado com uma câmera na mão – de forma mais profissional do que A Bruxa de Blair e mais assustadora e menos “marketeira” do que Cloverfield – essa produção espanhola nos convida a uma angustiosa missão de pânico ao lado de seus personagens.

Muito bem filmado e com edição concisa, para realmente assustar sua platéia, o filme não desaponta seu espectador. O sucesso da fita na Europa já rende uma versão norte-americana (bastante duvidosa) chamada de Quarentena dirigida por John Erick Dowdle.

[REC] garante o mérito – quase extinto em produções de terror – de assustar. Não um simples susto, mas uma série constante e angustiante deles.

[REC] (Espanha, 2007)
Direção: Jaume Balagueró e Paco Plaza
Com: Manuela Velasco, Ferran Terraza, Pablo Rosso, Carlos Vicente, David Vert, Martha Carbonell. 80 min.

Tell Me You Love Me – Primeira Temporada

Tell Me You Love Me - Primeira Temporada

Tell Me You Love Me (ou Diz Que Me Ama, título que recebe no Brasil) detalha a vida de três casais e as diferenças (comuns) de seus relacionamentos. Há o casal de noivos preocupado com o futuro da relação, outro que planeja o primeiro filho e um terceiro que por causa das crianças e das atividades diárias está há um ano sem fazer sexo. Todos estão ligados por uma terapeuta sexual, interpretada por Jane Alexander – atriz indicada ao Oscar, que também instaura o tabu do sexo na terceira idade com seu personagem.

Tell Me You Love Me - Primeira Temporada

Um dos trunfos deste drama está em sua naturalidade, sem se deixar abalar pelos escrúpulos. Não mantém a câmera firme na mão com movimentos polidos e manjados para esconder os órgãos genitais de seus atores. As cenas de sexo são tão realistas que há momentos em que o espectador acredita em tudo aquilo que está assistindo. A série foi severamente criticada pelo excesso de sexo e masturbação explícita, permitindo uma identidade própria ao programa.

Tell Me You Love Me - Primeira Temporada

A atriz Ally Walker, que vive Katie – a dona de casa decidida a salvar o casamento com a ajuda de uma terapeuta, é um dos grandes destaques com a maturidade e inocência (como as cenas em que procura sites de M.I.L.F.) de seu personagem.

Ao longo da série, os personagens se completam e os dramas existentes não permitem Tell Me You Love Me ser apenas um espetáculo de putaria e sexo gratuito. É um olhar disforme e realista das relações, do amor, do casamento e da família. Basta cada um encontrar o personagem em comum.

Juana Molina – Un Dia

Juana Molina - Un DiaÉ preciso estar disposto a encarar o universo fantasioso de sons e palavras criado por Juana Molina. Un Dia, com suas melodias encantadoras e descomunais, é o trabalho mais abstrato e hipnótico da argentina.

Na faixa título canta “um dia vou cantar canções sem letra e cada um poderá imaginar se falo de amor, de desilusão, banalidade ou sobre Platão” – uma espécie de introdução ao processo lúdico do material.

Essa aventura folktrônica vaga por momentos conturbados (“Los Hongos de Marosa”) e de extrema serenidade (“Vive Solo”). Em “Quien?” (Suite), a cantora revisita uma das composições de seu álbum Segundo, numa experiência única recheada de melodias mutáveis que se distanciam de sua origem.

Juana Molina - Un Día

Com loops incessantes (“El Vestido”), minuciosas sonoridades quase imperceptíveis, acordes de violões ágeis seguidos de percussão marcada (“No Llama”), o trabalho encontra forma na voz angelical e agradável da artista.

Molina está sempre atenta à narrativa de suas harmonias dissonantes e arranjos universais. Basta o ouvinte estar disposto a embarcar na loucura regrada que é o mundo da artista.

Dicas de download: “Un Día” (MP3), “Los Hongos de Marosa” e “Quien?” (Suite)

The Office – Quarta Temporada

The Office - Quarta Temporada

O quarto ano da série The Office, a melhor comédia da televisão norte-americana em atividade, sofreu com a greve dos roteiristas numa temporada reduzida a 14 episódios.

As coisas mudaram no ambiente de trabalho mais insano e animado da televisão. Jim e Pam assumiram a relação diante dos colegas, mantendo a essência de seus personagens mesmo que comprometidos – o mundo televisivo não é composto apenas de personagens como Rachel e Ross que demoram dez temporadas para acertarem os eixos. Ryan, o ex-estagiário, agora é um big boss na Dundler-Mifflin. Michael (o sensacional Steve Carell – não há dúvida de que o cara é um dos atores mais hilário da TV e não é o Emmy de Alec Baldwin que prova o contrário) continua no mesmo cargo e mal de grana desde que sua namorada Jan, agora desempregada, foi morar com ele.

Pontos negativos na temporada foram os episódios de uma hora de duração. Eles eram arrastados e pareciam que já tinham dado o recado nos vintes e poucos minutos habituais. No entanto, dois dos melhores episódios da temporada saem dessa leva de longa duração: Money e a season finale Goodbye, Toby. Sem esquecer do sensacional Local Ad, com um comercial amador e honesto realizado (assista) pelos funcionários da Dundler-Mifflin.

A série deixa engatilhado vários temas como triângulo amoroso, pedidos de casamento, gravidez inesperada; além da aparição da atriz Amy Ryan – uma boa aposta – para a próxima temporada. Aparentemente, a quinta fase do programa está pronta para um turbilhão de acontecimentos e tarefas inusitadas para essa equipe tirar de letra . Ou seja, te fazendo rir muito.

Ps: The Office é uma das poucas séries que consigo assistir várias vezes o mesmo episódio e sempre rir da mesma piada.

O Nevoeiro

O Nevoeiro

O diretor Frank Darabont demonstra certa facilidade em trabalhar com o universo de Stephen King. O Nevoeiro é o seu terceiro longa baseado em uma obra do escritor – antes disso realizou o magistral Um Sonho de Liberdade e À Espera de Um Milagre.

Baseado num conto do livro Tripulação de Esqueletos, a trama é ambientada numa pequena cidade dos Estados Unidos. Logo após uma tempestade, o lugar é encoberto por uma misteriosa névoa que ataca os moradores. Um grupo de sobreviventes refugia-se em um supermercado e ali instala-se o caos diante das diferentes personalidades – representada de forma esplêndida na atuação insana de Marcia Gay Harden.

Com seus altos e baixos, o filme transita com certa tensão até o seu final fora dos padrões hollywodianos. É no seu desfecho desconfortante que O Nevoeiro nota-se como uma experiência agoniante e corajosa.

O Nevoeiro (The Mist, EUA, 2007)
Direção: Frank Darabont
Com: Thomas Jane, Marcia Gay Harden, Toby Jones, Jeffrey DeMunn, Laurie Holden, Frances Sternhagen, Nathan Gamble. 126 min.

O Procurado

Procurado

O sucesso de O Procurado nas bilheterias norte-americanas é compreensível. Além de ser baseado numa história em quadrinhos – Wanted de Mark Millar e J.G. Jones -, é recheado de ação, violência ao extremo e efeitos especiais alucinantes. Parte de suas cenas mais impactantes acabam remetendo a trilogia Matrix dos irmãos Wachowski.

A história acompanha a mediocridade existencial de Wesley Gibson (James McAvoy) – uma coisa meio Clube da Luta com “Every Day is Exactly the Same” do Nine Inch Nails como trilha sonora – até ele acordar para vida e ser recrutado por uma fraternidade de assassinos – com habilidades sobrehumanas – para vingar a morte do pai.

Mesmo entretendo com o seu desempenho em cenas de perseguições e tiros que fazem trajetória curva, o filme bebe de vários títulos com cenas precisamente dirigidas pelo russo Timur Bekmambetov (Guardiões da Noite / Guardiões do Dia) desafiando qualquer lei da física.

A falta de uma identidade própria ao filme, permite o mesmo a explorar suas cenas movimentadas e camuflar a falta de consistência do roteiro numa edição frenética. Porém, em determinado momento, tamanha movimentação cansa e nem Angelina Jolie para relaxar o espectador parece funcionar.

O Procurado (Wanted, EUA, 2008)
Direção: Timur Bekmambetov
Com: James McAvoy, Angelina Jolie, Morgan Freeman, Terence Stamp. 110 min.

 
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