Já falei sobre o novo disco de Nikka Costa, Pebble to a Pearl. A cantora acaba de divulgar um teaser, filmado em estúdio, do aguardado trabalho:
Teaser Clip de Pebble to a Pearl
Sem nenhuma grande gravadora produzindo o disco, Costa lança Pebble to a Pearl de forma independente - ou seja, do seu jeito e com muita liberdade criativa. Agora, vamos esperar até setembro.
Melody é a estréia de Sharleen Spiteri, vocalista do Texas, em carreira solo. O single “All The Times I Cried” é a primeira música que divulga o trabalho pop retrô que conta com a produção Bernard Butler (ex-guitarrista do Suede e produtor de Duffy).
“All The Times I Cried” é praticamente uma cópia disfarçada de “Out In The Streets” das - heróinas de Amy Winehouse - The Shangri-Las (assista). No entanto, mesmo com inúmeras “influências”, Melody é uma delícia old school a ser conferida.
Devendra Banhart lança o primeiro clipe do álbum Smokey Rolls Down Thunder Canyon. “Carmensita” é uma peça de Bollywood com Natalie Portman - a atual namorada do músico - como a princesa Carmensita Saplingita.
Clipe de “Carmensita”
Repleto de mitologias hindús, o trabalho retrata a história do príncipe Hraminah (Devendra), que volta após três eclipses para reconquistar o amor da princesa Carmensita (Portman). Mas, para variar, existe alguém para atrapalhar esse romance.
Após cinco discos com a banda The Wallflowers, Jakob Dylan, filho de Bob Dylan, promove seu primeiro álbum solo com a ajuda do produtor - veterano - Rick Rubin.
Clipe de “Something Good This Way Comes”
O álbum Seeing Things renova o estilo de Jakob ao flertar, com simplicidade acústica, o coutry-folk. Até parece que se afastar dos integrantes e do pop/rock da banda, fez bem ao músico.
“Oww”. A melhor decisão que o R.E.M. tomou nos últimos tempos foi contratar os serviços do escritório de design Crush. Depois do excelente videoclipe para “Hollow Man” (assista), a agência assina a produção do clipe - visualmente incrível - de “Man-Sized Wreath”, tirado do álbum Accelerate.
Clipe de “Man-Sized Wreath”
A empresa canadense acerta em expressar visualmente a consciência social da faixa, transformando pessoas em cubos oprimidos pelo poder (e vice-versa).
O Radiohead lançou um vídeo para a faixa “House of Cards” (do disco In Rainbows) sem usar nenhuma câmera. Segundo o site do NME, tudo foi capturado através de luzes estruturadas e 64 lasers à velocidade de 900 vezes por minuto. E aí está o resultado:
Clipe de “House of Cards”
“Fiquei contente de fazer um vídeo com seres humanos sem usar câmeras, apenas lasers, através de pontos matemáticos”, comentou Thom Yorke.
O trabalho é dirigido por James Frost e se alguém se interessar pelo making of, dá para assistir aqui. É Radiohead with lasers!
O suiço Matthias Willi registra com sua câmera, momentos de pura exaustão dos astros da música. Isso porque, ao final de cada show, o fotógrafo aparece com seu equipamente para catalogar os músicos. O resutado é a coleção (com muito suor e cansaço) The Moment After the Show.
Juliette Lewis comenta que essa é a única forma de mostrar quem os músicos realmente são. Por outro lado, Iggy Pop - com sua cara de acabado e pentelhos para fora da calça - disse ao fotógrafo: - você tem trinta (fucking) segundos. Ainda nas imagens acima estão: a dupla do Gnarls Barkley e a bagaceira adorável Peaches.
Christina Aguilera participa da campanha Rock The Vote e canta “America the Beautiful” para que os jovens votem nas próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos, no dia 04 de novembro.
Rock the Vote com Christina Aguilera
Com o filho enrolado na bandeira norte-americana, a cantora finaliza o comercial com a frase: “É hora de fazer história. É hora de votar (rock the vote)”.
O primeiro álbum solo de Albert Hammond, Jr., Yours to Keep, foi um surpresa agradável com suas guitarras arranhadas e jogada pop encantandora. O guitarrista do Strokes parece se distanciar exclusivamente do grupo em seu caminho - paralelo - como artista solo.
Essa semana, lançou o vídeo do primeiro single extraído de seu segundo trabalho intitulado de ¿Cómo Te Llama?. A faixa “GfC” é um retrato de que como músico, Albert deixa de ser essencialmente um integrante da banda de Julian Casablancas e garante terreno próprio no cenário musical.
Clipe de “GfC”
Plus vídeos: Tem o novo do The Verve, “Love is Noise” (assista), e do Beck, “Gamma Ray” (assista) dando sopa na Internet.
A diversidade de estilos representada por Pharrell Williams, Santogold e Julian Casablancas (do Strokes) na faixa “My Drive Thru”, em comemoração aos 100 anos da marca de tênis Converse, ganhou um clipe/comercial visualmente fantástico.
Clipe comercial de “My Drive Thru”
No trabalho, recheado de computação gráfica, os astros da música aparecem como se fossem uma sequência de bonecos de papel. Papel que dança e canta.
Aos 60 anos, a ousada Grace Jones está de volta. O seu novo álbum (Hurricane) conta com as participações especiais de Sly & Robbie, Brian Eno e Tricky. Esse será o primeiro trabalho em estúdio da cantora-modelo-atriz desde Bulletproof Heart, de 1989.
Clipe de “Corporate Cannibal”
“Corporate Cannibal”, uma seita sonora com influência de trip-hop e Sci-Fi, é o primeiro single do disco. O vídeo dirigido por Nick Hooker é assustador e sexy. Visionário assim como tudo que Jones faz.
Segundo o site da Billboard, Hurricane será lançado no Reino Unido no dia 27 de outubro.
O trabalho de produção de David Andrew Sitek, do TV on the Radio, é o grande atrativo de Anywhere I Lay My Head. Dito isso, podemos falar sobre a experiência de Scarlett Johansson como cantora.
O vocal da musa de Woody Allen revela-se restrito diante das belas orquestrações e arranjos arquitetados. Logo surge a pergunta: a atriz realmente canta ou as sonoridades camuflam a sua ausência de talento?
As composições de autoria de Tom Waits sustentam-se na voz linear e anasalada da atriz, mas a força e entusiasmo derivam particularmente dos arranjos épicos, como acontece logo na faixa inicial (“Fawn”).
A aura sombria que constrói o álbum, em faixas como “Town With no Cheer” e “Green Grass”, contrasta com peculiaridades pop (exemplo da deslocada “I Don´t Want to Grow Up”) e delicadeza (na caixinha de música de “I Wish I Was in New Orleans”). A presença de David Bowie, em “Falling Down” (vídeo) e “Fannin´Street”, é totalmente ofuscada por instrumentações e coros, deixando que o nome do roqueiro funcione mais como publicidade.
A aventura de Johansson como cantora, esclarece que no cenário do entretenimento seu lugar é nas telas. Apesar de Anywhere I Lay My Head ser um trabalho atraente, poderia ser conduzido (ou interpretado) por qualquer vocalista (ou ator) com um pingo de talento. E isso Scarlett tem.
Dicas de download: “Anywhere I Lay My Head”, “Falling Down” e “I Wish I Was In New Orleans”