Convite para quem estiver de bobeira no sábado (08) e pelos arredores de Novo Hamburgo (RS): a 1ª festa Meeting.
O set já está mais ou menos na cabeça, mas prefiro que quem puder, vá. Dá para esperar muita coisa que rola no site, eletro, rock e popices medonhas para agradar geral.
Se alguém lê esse blog e estiver de bobeira em Pelotas (RS), fica a dica de uma festinha super descolada e de gente bacana para ir: a Electro Limonada.
Por que vai ser legal? Bom, eu e o Edu vamos dividir o som, tem o DJ RUD de Porto Alegre mandando no house e, além disso, o Eric já confirmou presença.
O título desse post poderia ser “Desculpe Los Hermanos, Kraftwerk e Arcade Fire”.
Confesso. Não assisti ao show do Los Hermanos e peguei o final da apresentação do Kraftwerk. Porém, estava pronto para a chegada de Thom Yorke e companhia ao palco.
Com sete discos na bagagem e vinte anos de carreira, o Radiohead garantiu o melhor espetáculo de música (vídeo) que já assisti até agora. Com um repertório que parecia ter sido escolhido a dedo por um fã – de clássicos como “Fake Plastic Trees”, “Karma Police”, “Idioteque” -, o grupo ainda apresentou seu último e elogiado trabalho (In Rainbows) na íntegra ao vivo.
Um dos momentos mais bonitos da apresentação foi quando ao finalizar “Paranoid Android”, a platéia continuou cantando e Thom Yorke pegou o microfone de volta para interagir com o backing vocal do público.
Após um setlist que parecia estar redondinho, apenas sentia falta de uma música: “Everything in Its Right Place”. Mas, logo ela aparecia para a minha surpresa, seguida de “Creep” para fechar a noite de forma sublime.
O jogo de luzes, as imagens da banda exibidas nos telões, a voz melancólica e jeito moleque de Thom Yorke se movimentar no palco com a empolgação de seus colegas, transformaram a vinda do Radiohead ao Brasil em algo praticamente indescritível. Era preciso estar lá para viver a experiência.
Sobre a inclusão do Arcade Fire no título sugerido ao post, é pelo fato da banda canadense ter feito o que eu considerava o melhor show da vida até então. Caíram para a segunda posição após a apresentação do Radiohead no domingo.
“For a minute there I lost myself”
INFORMAÇÕES: Chácara do Jóquei, São Paulo – SP
22/03 – 22 h
Hoje toco na iPod Battle da Freak!, no Pop Cult. O nome da minha equipe: Cansei de Ser Assexuada.
O endereço da festa:
Pop Cult
Av. Pedro Adams Filho, esq. João Pessoa, 4258 – Novo Hamburgo / RS.
Me desejem sorte!
UPDATE:
Apesar do nosso Cansei de Ser Assexuada não ter se classificado, foi divertido tocar coisas (dignas e outras nem tanto) como CSS (“Superafim”), Katy Perry (“Hot n´ Cold”), Pink (“So What?”), Mika (“Love Today”), Hole (“Celebrity Skin” – quando a competição já não importava mais) e Gwen Stefani (“What You Waiting For?”) numa luta contra Britney (“Womanizer”), Kylie Minogue (“In My Arms”) e Beyoncé (“Single Ladies – Put a Ring on It”). Quero brincar de novo. Porque não é o fato de ganhar ou não, e sim a diversão que vale.
“What’s new Buenos Aires?
I’m new, I wanna say I’m just a little stuck on you
You’ll be on me too” (*)
En PLOP “These shoes are made for dancing”
Músicos na Recoleta
Cemitério da Recoleta
+ Recoleta
Flor de Metal
Dançando “Keeps Gettin’ Better”, no palquinho do Amerika, com o kinho
+ Amerika
It takes two to tango
Casa Rosada
Bombeiros na Casa Rosada
Obelisco
Depois de tempos ruins, como diria Fiona Apple: “here it comes a better version of me”.
Com uma presença de palco singular, Cyndi Lauper é o show em pessoa. Sem grandes artifícios técnicos, comanda e sustenta o espetáculo com sua excentricidade e talento vocal – em agudos admiráveis – ao lado de sua banda. Entra no palco bem modesta vestindo uma saia preta com bolinhas brancas e rapidamente cativa o público com “Change of Heart”, a primeira música da noite.
Num repertório (vídeo) que visita faixas de seu mais recente álbum (Bring Ya to the Brink) e sucessos memoráveis em arranjos renovados – “Girls Just Want to Have Fun”, “She Bop” e “True Colors”, a artista encontra equilíbrio na atitude roqueira e autenticidade (excêntrica) pop.
Cyndi Lauper canta “When You Were Mine” em Porto Alegre
O público se entrega à festa de Cyndi nos clássicos e nas novas composições, como “Echo”, “Grab a Hold” e “Into the Nightlife”. A essa altura, ela parece reconhecer o entusiasmo dos fãs presentes (rindo que as pessoas realmente conhecem suas músicas e cantam empolgadas), retribuindo com os pedidos de “The Goonies ‘R’ Good Enough”, “I’m Gonna Be Strong” (da época do Blue Angel), “Sisters of Avalon” e “Shine”.
Em “Girls Just Want to Have Fun” (vídeo) improvisa com carisma inegável que “os meninos querem se divertir” também. E despede-se com “True Colors”, tocando sozinha no palco uma slide guitar, de forma triunfal.
De “patinho feio da música pop” (como é conhecida), Cyndi não tem nada.
INFORMAÇÕES: Teatro Bourbon Country, Porto Alegre – RS
19/11 – 21 h.
Confesso que fui pego de surpresa com adesivos deste site anexados nos cartões da Mica em Porto Alegre. Os “quitutes” foram presente de um amigo.
Ele me disse que esses estão sendo distribuídos com os cartões e podem ser encontrados, nos seguintes locais: nas duas ESPM, Unibanco Arteplex do Bourbon Shopping, Yázigi da Nilo Peçanha, Pizza Hut do Praia de Belas e no restaurante Imperatore. Isso tudo em Porto Alegre e, claro, de graça.
Corre até um desses estabelecimentos e cole o seu na agenda, no caderno, na janela, na testa,…
A fusão entre os mineiros do Skank e a gauchada da Cachorro Grande resultou em uma paixão comum: o rock dos anos 60. Além das composições próprias, as bandas foram ao palco do Teatro do Bourbon para tocar “Helter Skelter” (vídeo) e “I Saw Her Standing There” – dos Beatles – e a energética “You Really Got Me” do The Kinks, além de dividirem composições próprias.
Antes da união, a banda gaúcha fez os mineiros parecerem meros coadjuvantes no palco. O rock despretensioso da Cachorro Grande deixou os adolescentes eufóricos, enquanto que o pop melódico do Skank deixava as meninas balançando a cabeça de um lado para o outro ou se sustentava em hits antigos (chatos) e hinos de futebol.
Para mim foi uma experiência nova. Nenhuma das bandas faz o meu gênero musical ou me faria comprar um ingresso. No entanto, confesso que a Cachorro Grande é algo extremamente empolgante ao vivo.
Dá uma espiada no dono desse site (o da esquerda) no evento.
INFORMAÇÕES: Teatro Bourbon Country, Porto Alegre – RS
08/06 – 18 h.
* fotos de Diego Larré para o site Queb
A mistura elegante do tango com a música eletrônica proporciona ao Bajofondo a revitalização do gênero mundo afora. Criado por Gustavo Santaolalla (ganhador do Oscar pelas trilhas de O Segredo de Brokeback Mountain e Babel) e Juan Campodónico, o grupo é formado por oito talentosos músicos – quatro argentinos e quatro uruguaios – cada um com seu brilho próprio no palco.
O som não se limita apenas ao eletrônico, mas a junção do hip hop, trip hop, rock e a murga aparecem nas músicas da turnê Mar Dulce. O público mostrou-se extremamente empolgado pelas composições mais dançantes como “Montserrat” (vídeo), “Perfume” e “Grand Guignol”. O grande mérito do Bajofondo ao vivo é o envolvimento com a sua platéia, fazendo o possível para não deixá-la parada.
“Miles de Pasajeros” ao vivo em Porto Alegre
Um dos melhores momentos do concerto é quando a barreira entre a banda e o público, convidado a dançar no palco com os músicos, é quebrada. A sensação é uma festa eletrônica que não tem hora para acabar (assista ao vídeo tosco que fiz no palco).
Gustavo Santaolalla também é responsável pela trilha sonora do filme de Walter Salles, Diários de Motocicleta, e fez questão de apresentar (vídeo) a faixa tema ao lado dos companheiros de banda.
Depois de muita animação se despediram, mas logo voltaram para um bis ao som da energética “Pa’ Bailar” (vídeo).
Destaque para o trabalho da VJ Verónica Loza que coordena as imagens das cidades de Buenos Aires e Montevidéu exibidas no telão ao fundo do palco. Um passeio histórico moderno com tango nos ouvidos e a companhia irrecusável do Bajofondo.
INFORMAÇÕES: Teatro Bourbon Country, Porto Alegre – RS
16/05 – 21 h.
Em seu primeiro trabalho solo, Fernanda Takai (do Pato Fu) mergulha no universo de Nara Leão. Com Onde Brilhem os Olhos Seus, a artista mantém o público antigo e conquista uma nova safra de admiradores com seu repertório de clássicos de grandes intérpretes da MPB em canções como: “Diz Que Fui Por Aí” de Zé Kéti e Hortênsio Rocha, “Com Açúcar, Com Afeto” de Chico Buarque, “Insensatez” de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes e “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos” de Roberto Carlos e Erasmo.
Por ser uma apresentação universal e pessoal, na qual a própria Takai permite-se escolher o que gosta de tocar, roupagens para canções como “There Must Be an Angel” (Playing with My Heart) do Eurythmics, “Ordinary World” do Duran Duran e “Ben” de Michael Jackson, surpreendem ao aparecer no meio de pérolas da música popular brasileira.
Trechos do show de Fernanda Takai em Porto Alegre
O repertório do álbum funciona extremamante bem com a artista à frente de seus três músicos que fundem o rock pop com a MPB. Há momentos em que o palco, com um excepcional trabalho de luzes, evoca a melancolia das músicas de forma convincente, assim como a releitura das composições. Um dos momentos mais bonitos é escutar “O Divã” (de Roberto Carlos e Erasmo Carlos), faixa não presente no disco e sobre o acidente em que Roberto Carlos perdeu a perna, na voz de Takai.
Os sentimentos são colocados na presença de palco e doçura vocal de Fernanda Takai. Destaque para o chorinho “Odeon”, a alegria de “Trevo de Quatro Folhas” e o drama de “Luz Negra”. Tudo é tão belo e explorado para que a artista se despeça com uma versão dançante de “O Barquinho” cantanda em japonês (vídeo). O veredicto é que Fernanda Takai não é apenas Pato Fu, e sim mais uma estrela da MPB.
INFORMAÇÕES: Teatro Bourbon Country, Porto Alegre – RS
14/03 – 21 h.
videomaker: Rafa
A harpista norte-americana Joanna Newsom e a canadense Wendy McNeill, que faz a abertura do show, são parte de uma nova safra musical do cenário folk. Parte do público, presente no Átrio do Santander Cultural em Porto Alegre, aguardava ansioso a apresentação de Joanna Newsom, porém Wendy McNeill mostrou-se uma excelente novidade aos ouvidos desconhecidos.
A garota é dinâmica tocando violão, acordeão, gaita de boca ou uma simples caixinha de música. Procura extrair o máximo de intensidade de suas composições, carregando um toque de sensualidade e audácia pop. Iniciou no violão com “When the Letter Came”, partindo para “Restless” e “Such a Common Bird”, ambas do disco The Wonder Show, no acordeão.
Wendy McNeill, “Black Angus” ao vivo em Porto Alegre
McNeill explora no palco seus movimentos, vocal sedutor e olhares fixos na platéia. Ao perceber que estava num país de “carne”, dedicou “Black Angus” ao público e despediu-se com “Absolute Beauty”.
Em seguida, Joanna Newsom subiu ao palco para nos presentear com uma hora e meia de suas canções. Iniciou com “Bridges and Balloons” (vídeo da apresentação) e, em seguida, partiu para “Emily” – canção dedicada à sua irmã.
Joanna Newsom apresenta canção inédita (ainda sem nome) em Porto Alegre
Prosseguiu com “The Book of Right-On”, “Inflammatory Writ” e “Sawdust and Diamonds” antes de apresentar uma faixa inédita, ainda sem título. Em seguida, trouxe talvez uma das canções mais esperadas, a deliciosa “Peach, Plum, Pear” imendando com “Cosmia” na harpa. Disse que apresentaria uma faixa “nova” que havia gravado há um ano, tratava-se da sensacional “Colleen” – presente num EP lançado pela artista este ano. Tudo parecia caminhar ao seu fim quando anunciou a última canção da noite, a bela “Clam, Crab, Cockle, Cowrie”.
Após três minutos de aplausos que não cessavam, voltou para executar mais uma composição. Sem saber o que tocar apresentou (após gritos meus e do Trent, que estávamos na primeira fileira a dois metro da artista, e outras pessoas pedindo músicas aleatórias – não acreditamos que ela tocou a faixa que solicitamos) a canção “Only Skin” completa com seus 16 minutos, fazendo com que a artista inspirada tocasse quatro das cinco faixas do seu último trabalho (Ys).
Quem assistiu encantou-se com a presença de palco de Wendy McNeill e a leveza das melodias contrastadas com o vocal único de Newsom.
INFORMAÇÕES: Santander Cultural, Porto Alegre – RS
07/10 – 17 h.
Juana Molina é capaz de transportar seu público a um universo paralelo com os seus artefatos. A voz auxiliada dos sons extraídos dos acordes do violão e teclado ganham uma série de camadas que harmonizam com os loops criados ali no palco e servem de estrutura para cada uma das canções. A artista é uma espécie de faz tudo, tendo total controle em sua sonoridade.
Quando entrou no palco, sem dizer nada e apenas com olhares de um “olá tímido”, iniciou a apresentação com eficência em “Un Beso Llega”. Na medida que foi apresentando outras composições, Molina parecia sentir-se mais à vontade com a sua estréia em terras brasileiras.
Quando dá uma pausa entre uma música e outra, diz: “Não sei falar português”, causando risos no público e continua: “quando estou em Buenos Aires pretendo falar português, mas é um completo e mal portunhol, então não posso falar muito e nem explicar nada”. Isso, até que alguns hermanos presentes na platéia se manifestam e pedem para ela falar em espanhol. A cantora mostra-se mais acessível e comenta a canção “¿Quién?”, feita a seu filho quando era pequeno e precisava lidar com a ausência materna.
“¿Quién?” ao vivo em Porto Alegre
Molina concentrou seu set nas composições do último trabalho – Son (2006) – executando canções como “Elena”, “Micael” e a faixa título. Quando apresentou “La Verdad” fez um gancho com uma das canções presentes em seu álbum Segundo, “Quiero”, e ainda demonstrou toda a dinâmica sonora de “Mantra del Bicho Feo”.
Quando abandonou o palco, a artista retornou após as palmas que não cessavam. Voltou para ecoar um belíssimo final com os sons lúdicos de “Sálvase Quién Pueda”.
Não são apenas os artefatos eletrônicos que causam magia no público, mas o fato de que os sons gravados – que servem como loop – nunca são os mesmos. E isso que faz um show de Juana Molina ser especial. A cada vez assistido, ainda será único.
Em breve conversa com a artista – depois de pedir para ela assinar um dos meus discos, ela disse estar iniciando a fase de produção de um novo trabalho e com planos de lançá-lo no próximo ano. Já espero ansioso.