American Teen é um retrato da adolescência numa escola secundária no oeste dos Estados Unidos. Dirigido pela cineasta Nanette Burstein (indicada ao Oscar com On the Ropes), o documentário destacou-se no Festival de Sundance em janeiro.
O filme conta a história de 4 adolescentes com características distintas e suas rotinas na escola em que estudam. Temos o arquétipo da garota popular, da artista intelectual, do atleta e do “loser apaixonado”.
O projeto é comparado à temática de O Clube dos Cincos, de John Hughes, pelo seu elenco tão comum e distinto ao mesmo tempo. A CNN comenta que “se Hughes tivesse realizado algum documentário, ele seria preenchido pelo espírito de Burstein”. Pelo visto, as críticas serviram de inspiração no pôster de American Teen - uma espécie de homenagem ao clássico teen dos anos 80.
“É sobre ter 17 anos. Pensei que seria sobre a pressão na vida daqueles jovens. Depois me dei conta que era apenas um elemento, pois havia uma crise de identidade devido a pressão que vem por parte dos pais”, diz a cineasta.
O filme ainda não tem data de estréia prevista no Brasil, mas está na lista dos mais aguardados (deste eterno adolescente que aqui escreve).
Em 2004, Morgan Spurlock lançou Super Size Me, na tentativa de apresentar os malefícios dos lanches do McDonalds numa dieta de 30 dias com produtos da rede de fast-food.
Agora, Doug Benson faz analogia com o projeto de Spurlock e lança Super High Me. Quase o mesmo acontece aqui, porém o objetivo é descobrir os reais efeitos da maconha no corpo humano no período de um mês, se consumida diariamente - o cineasta conseguiu uma permissão legal para consumir a droga por 30 dias para a realização do documentário.
Trailer de Super High Me
Antes de iniciar o projeto, Benson também se submeteu a exames médicos, incluindo psicotécnicos, a serem comparados no final da realização de Super High Me. Ao menos conseguiu lembrar de lançar o filme que tem previsão de chegar aos cinemas norte-americanos em abril.
What Would Jesus Buy? tem produção de Morgan Spurlock (de Super Size Me) e é dirigido por Rob VanAlkemade. O filme retrata um coral Gospel conduzido pelo Reverendo Billy (com direito a site), numa cruzada pelos Estados Unidos, quando armam uma guerrilha contra o consumismo. Eles “pregam” que o apocalipse de compras está próximo (The Shopocalypse is coming).
Trailer de What Would Jesus Buy?
No projeto, o grupo faz exorcismos na cadeia Wall-Mart e missas nas populares cafeterias Starbucks com um objetivo: libertar o demônio do consumismo desenfreado da população norte-americana em época de Natal.
Confessions of a Superhero, do diretor Matt Ogens, apresenta o cotidiano de atores que ganham a vida fazendo caracterizações de super-heróis na Hollywood Boulevard. É um olhar íntimo no dia-a-dia desses “anônimos”, frustrados pelo sonho americano não realizado.
O Hulk vendeu o seu Super Nintendo para pagar a passagem de ônibus para Los Angeles; a Mulher-Maravilha era uma jovem do interior e “rainha do baile”; o Batman aprende diariamente a lidar com seu temperamento agressivo, enquanto que o Superman é obssessivo pela sua própria imagem. O verdadeiro segredo dessa legião está na simpatia que conquistam dos turistas.
Trailer de Confessions of a Superhero
O documentário é apresentado por Morgan Spurlock (de Super Size Me - A Dieta do Palhaço) e chega aos cinemas norte-americanos no dia 2 de novembro.
Fã assumido dos Rolling Stones, Martin Scorsese já usou várias canções dos lendários roqueiros em seus filmes. Tamanha admiração fez com que o diretor - ganhador do Oscar deste ano, por Os Infiltrados - se responsabilizasse pelo documentário Shine a Light.
O cineasta acompanhou a banda durante a turnê do álbum A Bigger Band pelos Estados Unidos para reunir material. Os shows contaram com participações especiais de Buddy Guy, o roqueiro Jack White e da popstar Christina Aguilera (assista a um breve trecho filmado por uma pessoa na platéia).
O documentário, que contém imagens e vídeos de arquivo, está finalizado. No entanto, sua estréia em território norte-americano está oficializada apenas para o ano que vem.
O documentário The King of Kong: A Fistful of Quarters apresenta um duelo entre dois “jogadores” pelo recorde mundial de pontos no game Donkey Kong (jogue aqui), lançado em 1982.
Billy Mitchell manteve o recorde por 20 anos, até o dia em que Steve Wiebe - um professor de ciências - quebra o recorde em casa, onde tem um das máquinas de fliperama na garagem. A proposta do documentário é mostrar as controvérsias no título de Mitchell e as desconfianças na pontuação de Wiebe.
Trailer de The King of Kong
Depois de tanta nerdice, traz o meu Atari que chegou a hora de ver quem é que manda no River Ride.
Com as atuais tecnologias da indústria fonográfica e os reality shows, o filme tem como objetivo apresentar visões críticas da facilidade em se tornar um artista pop - seja pelas artimanhas de estúdio, os exaustivos programas de rádio ou as carreiras iniciadas de forma instantânea (recomendo assistir ao trecho de como se cria uma sexy popstar).
Outro tema abordado é o conflito de gerações. Como por exemplo numa fila para o show da cantora Ashlee Simpson, suas fãs dizem gostar do seu estilo de cabelo e não, necessariamente, de sua música. Ou quando surge a pergunta “você sabe quem é Bob Dylan?” e a resposta é um simples e direto “não”.
Narrado pelo ator - ganhador do Oscar - Forest Whitaker, Before the Music Dies é uma tentativa de renovar a paixão pela música no precário momento em que ela se encontra, como definem seus produtores.
O cineasta Michael Moore exibiu o seu mais novo documentário denúncia, Sicko (assista um clipe do filme), em Cannes - onde ganhou o festival em 2004 com Fahrenheit - 11 de Setembro.
Desta vez, Moore procura criticar o sistema de saúde privado norte-americano. Segundo o diretor “é uma comédia sobre as quase 45 milhões de pessoas sem sistema de saúde no país mais rico do mundo”. Ele viaja ao Canadá, Inglaterra e França para mostrar como nestes países, onde o sistema de saúde é gratuito, as pessoas têm uma expectativa de vida maior.
Dizem que uma das partes mais polêmicas refere-se aos heróis do 11 de Setembro, que contraíram doenças pulmonares devido a fumaça e ao pó aspirado nos destroços do World Trade Center, em busca de sobreviventes. Sem terem atendimento nos EUA, Moore os leva à base de Guatánamo, onde suspeitos de atividades terroristas da Al-Qaeda recebem melhor atendimento que os cidadãos norte-americanos. A entrada na base é negada, restando a eles buscarem ajuda nos hospitais públicos de Cuba.
Sicko tem estréia prevista para 29 de junho. Se Bush permitir.