WALL·E





Nos últimos anos, os desenhos da Pixar atingiram um patamar invejável na indústria cinematográfica. Seus roteiros são tão humanos que abstraem toda a tecnologia utilizada em suas produções. WALL·E, do diretor Andrew Stanton (de Procurando Nemo), não é exceção.
O filme toma partida em 2815 e centra-se inicialmente nas atividades do robô WALL·E. Ele é a única coisa que sobrou depois que todos os humanos abandonaram o planeta. Além de trabalhar organizando o lixo deixado na Terra, passa o tempo colecionando objetos ordinários, assiste diariamente um trecho de seu musical favorito (Alô, Dolly!) e interage com sua barata de estimação.
Wall-E é uma espécie de R2-D2 com mecanismo de Charlie Chaplin e Buster Keaton em seu sistema. A solidão do pequeno robô desaparece quando Eve, uma máquina programada com missão de encontrar vida na Terra, aparece para lhe fazer companhia.
A ausência de diálogos é auxiliada pela vibrante trilha sonora de Thomas Newman - responsável pelas composições de Beleza Americana e o tema da série A Sete Palmos - que se aproveita de elementos de clássicos como 2001 - Uma Odisséia no Espaço e “Danúbio Azul” nesta produção da Pixar.
WALL·E, além de entretenimento para todas as idades, é um plug-in sem programação nas mais profundas emoções humanas.
WALL·E (EUA, 2008)
Direção: Andrew Stanton
Vozes de: Ben Burtt, Elissa Knight, Kathy Najimy, Sigourney Weaver. 103 min.


Junho 30th, 2008 às 12:15 am
Cada opinião mais favorável que a outra, não vejo a hora de ver essa que parece ser outra obra-prima da Pixar…
Junho 30th, 2008 às 8:53 am
Vinícius P.: Disse tudo. Obra-prima!
Julho 1st, 2008 às 6:48 pm
Vi hoje, Teco. E adorei.
Julho 1st, 2008 às 7:02 pm
É realmente um filme tocante. Eu gostei muito das comparações que você reforçou (e adicionou) em seu texto.
Julho 5th, 2008 às 9:08 am
Eu nem preciso dizer que amei né. Agora estou rodando Curitiba inteira atrás de um bonequinho do Wall-E. Tô quase voltando em um shopping que fica a léguas daqui só pra comprar.